Um capítulo crucial da história da arte e da luta antirracista no Brasil retorna ao centro do debate. A 13ª FlinkSampa – Festa do Conhecimento, Literatura e Cultura Negra traz à tona o impacto duradouro do Teatro Experimental do Negro, fundado pelo multifacetado Abdias Nascimento, que deixou um legado vastíssimo como dramaturgo, ator, artista plástico, professor, deputado federal e senador.
Criado em 1944, o Teatro Experimental do Negro estreou em 1945 no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Formado exclusivamente por atrizes e atores negros, desafiou o racismo estrutural que marginalizava e estereotipava a população negra nas artes cênicas. O grupo permaneceu ativo até 1964, sendo dissolvido após o Golpe Civil Militar.
A conversa se baseia na recente republicação do livro sobre o grupo (originalmente de 1966), agora lançado pela Perspectiva e Edições Sesc, com apoio cultural do Instituto de Pesquisa e Estudos Afro-brasileiros (IPEAFRO). A obra reúne textos da primeira edição e novos artigos de intelectuais, artistas e pesquisadores negros dedicados a revisitar a importância do Teatro Experimental do Negro.
O debate contará com vozes autorizadas para mergulhar neste legado:
Elisa Larkin Nascimento: Professora, Doutora e Diretora do IPEAFRO, que guarda e estuda a memória de Abdias Nascimento.
Maria Ceiça: Atriz, cantora e apresentadora, uma das grandes artistas negras do teatro e da TV brasileira.
Mediação: Adriana Ferreira.
A 13ª FlinkSampa – Festa do Conhecimento, Literatura e Cultura Negra compõe a 8ª Virada da Consciência idealizada pela Universidade Zumbi dos Palmares (UZP), que acontece nos dias 15 e 16 (sábado e domingo) de novembro, das 11h às 18h, no Sesc Pompéia, em São Paulo.
Serviço:
13ª FlinkSampa – Festa do Conhecimento, Literatura e Cultura Negra
Dias 15 e 16 de novembro (sábado e domingo), das 11h às 18h
Mesa 2: dia 16 (domingo, às 15h).
Sesc Pompéia (r. Clélia, 93 – Água Branca – São Paulo -SP).