Programação

Seminário Internacional

Educação Inclusiva no Século 21 – Uma reflexão sobre os avanços da lei 10.639 no contexto acadêmico, cultural, legal e corporativo.

 

16 de novembro ( quinta-feira)

Mesa 1 – Das 15h00 às 16h30     

No contexto das políticas públicas – Empoderamento em Pauta

No presente cenário a pauta em questão visa fornecer e colocar em debate os principais programas e ações implantados até o presente momento, quais ganhos e próximos passos, identificando as questões a serem enfrentadas pelo debate intelectual.

Participantes:

Prof. Dr. Francisco Noa – Reitor da Universidade Lúrio de Moçambique

Prof. Dr. José Renato Nalini – Secretário da Educação do Estado de São Paulo

Dr. Eloi Ferreira – Ex-ministro-chefe da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

Dra. Ivana de Siqueira – Secretária da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI)

Dra. Maria Inês Fini – Presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP)

Prof. Dr. Jaime Pinsky, historiador, escritor e editor (mediador)

 

Mesa 2 – Das 15h30 às 16h30

No contexto acadêmico – Educação Inclusiva no Século 21

A educação tem sido apontada, pelas pesquisas oficiais e acadêmicas, assim como pelos movimentos sociais e, em especial, pelo Movimento Negro, como um espaço/tempo no qual persistem históricas desigualdades sociais e raciais. Esta situação exige a adoção de políticas e práticas de superação do racismo e da desigualdade racial na educação, as quais começaram a ser implementadas de forma mais sistemática nos anos 2000. Nesse contexto, o debate sobre inclusão, diversidade e equidade na educação começa a ocupar um lugar mais destacado, possibilitando indagações, problematizações, desafios e redirecionamentos das políticas e das práticas realizadas pelos sistemas de ensino e pelas escolas.

Participantes:

Profa. Dra. Vaquíria Pereira Tenório Professora do Instituto Federal de São Paulo

Profa. Caroline Jango – Diretora Adjunta de Desenvolvimento Comunitário do Instituto Federal de São Paulo, Doutoranda em Educação pela Unicamp

Profa. Dra. Valquíria Pereira Tenório – (IFSP) Doutorado Sanduíche na Universidade de Pittsburgh sob a orientação do Prof. Dr. George Reid Andrews.

Profa. Dra. Dulce Maria Pereira – Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília, integrante do Centro de Educação Aberta e a Distância da UFOP, professora da Universidade Federal de Ouro Preto- UFOP

Profa. Dra. Sônia Guimarães (mediadora)

 

Das 19h30 às 21h00

No contexto legal – O papel dos órgãos legais frente aos desafios do ensino da história e cultura africana e afro-brasileira

Um dos grandes desafios apontados por profissionais da educação básica brasileira, para dar efetividade às diretrizes nacionais para reeducação das relações étnico-raciais no Brasil, refere-se ao campo da formação continuada de professores para a implementação da Lei nº 10.639, de 2003 e suas diretrizes. De acordo com o texto das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, além dos investimentos necessários à formação sólida dos professores nas diferentes áreas do conhecimento, há a necessidade de professores “sensíveis e capazes de direcionar positivamente as relações entre pessoas de diferente pertencimento étnico-racial no sentido do respeito e da correção de posturas, atitudes, palavras preconceituosas. Assim sendo, a pauta em questão propõe uma reflexão sobre a lei 10.639 e seu cumprimento.

Participantes:

Prof. Dr. Humberto Bersani – Doutor em Direitos Humanos pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Professor da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

Prof. Dr. Humberto Adami – Presidente da Comissão Nacional de Verdade e Escravidão Negra no Brasil (Conselho Federal da OAB). Doutor em Direitos Humanos pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Professor da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas

Diogo Neto – Gerente de Desenvolvimento Técnico, Responsabilidade Social e Sustentabilidade da Confederação Brasileira de Futebol (CBF)

Prof. Dr. Juarez Tadeu Paula Xavier – Doutor em Comunicação e Cultura

Prof. Dr. Higor Bellini (mediador) – Profissional do direito atuando nas áreas contenciosa e consultiva, com enfase nas esferas, esportivas, trabalhista, ambiental e contratual

 

17 de novembro (sexta-feira)

 

Das 10h00 às 11h30

Contexto Cultural – Cultura, Diversidade Racial e Religiosidade

Apesar do contexto cultural diversificado em que atuam as empresas brasileiras, o tema diversidade cultural é recente em sua agenda. Surge em subsidiárias de empresas americanas, em um primeiro momento, por pressão da matriz e, em seguida, ligado à necessidade de criar vantagens competitivas desenvolvendo competências diversas. Partindo da elaboração de um referencial conceitual sobre diversidade cultural e seu gerenciamento, esta pauta visa debater os avanços, os resultados e os próximos passos da diversidade racial e cultural.

Participantes:

Prof. Dr. Adelino Francisco de Oliveira – Doutorado em Filosofia, pela Universidade Católica Portuguesa (2013). É pós-doutor, pelo departamento de Economia, Administração e Sociologia, da Universidade de São Paulo.

Prof. Carlos Machado – Mestre em História Social (2009) pela Universidade de São Paulo
Prof. Dr. Massimo di Felice – PhD em Sociologia pela Universidade Paris Descartes V, Sorbonne

Dom Eduardo Vieira dos Santos – Bispo da Igreja Católica em São Paulo

Profa. Dra. Elzimar Maria Domingues (mediadora) – Especialista em Educação das Relações Étnico-raciais e História e Cultura Afro-brasileira e Africana

Prof. Dr. Wellington Santos Ramos – Doutor em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (2017), mestre em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1999)

 

Das 15h00 às 16h30

Cultura Indígena – Empoderamento e Cultura Indígena

O futuro das bases indígenas dependerá de várias opções estratégicas, tanto do Estado brasileiro e da comunidade internacional quanto das diferentes etnias. As populações indígenas têm direito a seus territórios por motivos históricos, que foram reconhecidos no Brasil ao longo dos séculos. Mas estes direitos não devem ser pensados como um óbice para o resto do Brasil: ao contrário, são um pré-requisito da preservação de uma riqueza ainda inestimada, mas crucial, a biodiversidade e os conhecimentos das populações tradicionais sobre as espécies naturais. O que se deve procurar, no interesse de todos, é dar as condições para que esta riqueza não se perca: é por isso irracional querer abrir todas as áreas da Amazônia à exploração indiscriminada. A base de discussão faz-se do entendimento em como convergir os direitos dos índios com os interesses da sociedade como um todo?

Participantes:

Daniel Munduruku – escritor e professor brasileiro. Mestre em antropologia social pela Universidade de São Paulo

Macaé Evaristo – Secretária de Educação do Estado de Minas Gerais. Foi professora do Curso de Magistério Intercultural Indígena e coordenou o Programa de Implantação de Escolas Indígenas de Minas Gerais no período de 1997 a 2003

Rita Gomes do Nascimento – Conselheira da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE/CEB). Membro do Colegiado de Culturas Indígenas do Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC) do Ministério da Cultura (MinC). Membro da Comissão Nacional de Educação Escolar Indígena (CNEEI). Dra. em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

Cristino Wapichana – músico, compositor, cineasta, escritor e coordenador do NEARIN – núcleo de Escritores e Artistas Indígenas/INBRAPI.  indicado ao Prêmio da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República pelos trabalhos relevantes em prol da cultura indígena brasileira

                        

Mesa 1 – Das 19h30 às 21h00

Mundo Corporativo: Diversidade e Cidadania Globalizada.

Apesar de constituir mais da metade da população brasileira, os afro-brasileiros são sub-representados nas empresas, em particular nos altos escalões. Algumas empresas no Brasil estão desenvolvendo iniciativas em favor da diversidade que visam à inclusão de afrodescendentes, entre outros grupos historicamente discriminados, no mercado de trabalho. Estamos observando as ações e mudanças existentes nos setores privado e público, porém apesar disso continua as seguintes questões como ponto de reflexão: como mudar os padrões culturais dominantes em uma organização? Que políticas e práticas para a gestão de pessoas devem ser implementadas para isso?

Prof. Dr. Pedro Jaime – autor do livro: Executivos negros (mediador) – Doutor em Antropologia Social pela USP e em Sociologia e Antropologia pela Université Lumière Lyon 2

Prof. Dr. Humberto Adami – Presidente da Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra no Brasil, do Conselho Federal da OAB

Prof. Dr. Luiz Gonzaga Bertelli – Presidente do Centreo de Integração Empresa-Escola (CIEE)

Profa. Dra. Eunice Prudente – Doutora em Direito Estado pela Faculdade de Direito da USP

Glaucimar Peticov – Diretora de RH do Bradesco e de Trabalhos e Estudos da Liderança da ABRH-Nacional

Profa. Dra. Vera Lúcia Benedito – Coordenadora do Núcleo Étnico-Racial da Secretaria Municipal de Educação

Glaucimar Peticov – Bradesco

 

Palestra – Das 17 às 18 horas

Caminhos para uma Educação Inclusiva no Século 21

Prof. Dr. Gabriel Chalita

Presidente da Academia Paulista de Letras