Entre os escritores e pesquisadores que participam desta edição da FLINKSAMPA estão alguns das personalidades mais importantes na investigação da temática afro-brasileira:

CARLOS NOBRE

O escritor, professor e pesquisador Carlos Nobre é professor do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio. Mestre em Criminologia e em Direito Penal pela UCAM, Nobre é o coordenador da coleção Personalidades Negras, da Editora Garamond. Pesquisador do Núcleo Interdisciplinar de Memória Afrodescendente do Departamento de História da PUC-Rio, Carlos Nobre é professor do curso de História e Cultura Afrodescendente da CCE-PUC-Rio. Autor de dez livros sobre relações raciais, movimento negro, diáspora e racismo. Ele estará na mesa sobre Pensar pensando: o lugar da escrita negra.

CRISTIANE SOBRAL

Escritora e atriz brasiliense, Cristiane Sobral é autora de obras sobre críticas, crônicas, contos e poesia, que servem de inspiração para muitas leitoras e leitores. Entre seus livros estão Terra Negra, Não Vou Mais Lavar os Pratos, Só por Hoje Vou Deixar Meu Cabelo em Paz e O Tapete Voador. Todos leituras necessárias. Ela participará das mesas Discurso narrativo: experiências, militância e diáspora e Bate Papo com o autor mirim.

 

FLÁVIO DOS SANTOS GOMES

Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pesquisador do CNPq e da Faperj, Flávio Gomes é doutor em Historia pela Unicamp e tem artigos e livros sobre escravidão e pós-emancipação no Brasil. Entre as obras publicadas estão: O Alufá Rufino, De olho em Zumbi dos Palmares, Histórias de Quilombolas, Mocambos e Quilombos  e Liberdade por um fio (organizador). Na FlinkSampa ele participa da mesa sobre Pensar pensando: o lugar da escrita negra.

 

RENATO NOGUERA

Doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Renato Noguera é professor do Departamento de Educação e Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Além de lecionar nos programas de Pós-Graduação em Educação e em Filosofia, Noguera atua na UFRRJ como pesquisador do Laboratório de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Leafro) e coordena o Grupo de Pesquisa Afroperspectivas, Saberes e Interseções (Afrosin). Suas pesquisas se concentram em estudos da infância e filosofias africanas e indígenas. Renato Noguera também é autor de literatura infantil, escreve peças infantis e atua como roteirista de desenho animado. Na FlinkSampa era participa das mesas Fazer literário: práticas e saberes no mundo da escrita e Histórias para criança preta ouvir.

VERÔNICA MARCÍLIO

Formada em Letras pela UFF, Veronica Marcilio é arte educadora e criadora do projeto Contação de Histórias, iniciado em 2012. Com o objetivo de incentivar a leitura de livros, o projeto tem como público moradores das favelas e de áreas de risco, alunos de escolas públicas e ONGs. O projeto sempre contou com parceiros incentivadores como a jornalista Míriam Leitão, o ator e roteirista Hélio de la Peña,  os atores Leticia Spiller e Bruno Garcia. No ano em que o músico e escritor Martinho da Vila completa 80 anos, Verônica está rodando a cidades do Rio de Janeiro contando a história “Rainha da Bateria”, inspirada no livro escrito pelo sambista. Veronica recebeu vários prêmios por sua atuação, sendo que o último foi concedido pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, na categoria “Histórias que transformam vidas”.

SIMONE RICCO

Mestre em Letras, na área de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa pela Universidade Federal Fluminense, Simone Ricco é  professora da rede municipal do Rio de Janeiro e  professora colaboradora na Pós-graduação em História e Culturas Africanas e Afro-Brasileira IPN/FEUDUC e na Pós-graduação em Literatura Infanto-Juvenil, na UFF. Atua na difusão de saberes de matriz africana e em práticas afirmativas e antirracistas  desenvolvidas pelo  CineGaragem e  Coletiva Corpas.  Seu trabalho autoral  reúne os poemas Manifesta Corpas –  criado para abertura do Encontro de Performances de Mulheres Negras (2018, disponível no acervo Cultne) e Loucura Sã, inserido no filme Elekô (vencedor do Festival 72h/2016). Outra vertente de sua criação consiste em paratextos, como a orelha do livro “Histórias de leves enganos e parecenças”, de Conceição Evaristo, e o prefácio da coletânea “Contos Escolhidos”, do escritor Cuti. É uma das organizadoras da antologia “Vértice: escritas negras”, que lançará 22 jovens autores oriundos da Oficina de Literatura Negra e Criação Literária.

GEOVANI MARTINS

Nascido no bairro carioca de Bangu, Geovani Martins estudou apenas até a oitava série, quando deixou a escola para trabalhar como homem-placa e atendente de lanchonete, entre outros bicos. Morou nas favelas da Rocinha e Barreira do Vasco, antes de ir para o Vidigal. Participou das oficinas da Festa Literária das Periferias (Flup) em 2013 e 2015. Em 2015, apresentou na FLIP a revista “Setor X”, com textos seus e de outros escritores de favelas do Rio. Foi convidado a voltar a Paraty em 2017, quando assinou contrato com a Companhia das Letras para lançar seu primeiro livro, “O Sol na Cabeça”. Antes mesmo da publicação, a coletânea de contos foi vendida para editoras de nove países, entre elas Farrar, Straus & Giroux (EUA), Faber & Faber (Reino Unido), Suhrkamp (Alemanha) e Mondadori (Itália). Os direitos de adaptação para o cinema também foram negociados com o cineasta Karim Aïnouz.

PAULO LINS

Paulo César de Souza Lins nasceu no Rio de Janeiro. Passou a infância e a juventude no conjunto Cidade de Deus, na periferia da cidade, tema e cenário do romance homônimo publicado em 1997 e adaptado para o cinema por Fernando Meirelles em 2002. O filme obteve quatro indicações para o Oscar e foi indicado para o Globo de Ouro como melhor filme estrangeiro. Graduado em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), trabalhou como professor da rede pública de ensino do estado. Na década de 1980, participou do grupo Cooperativa de Poetas, tendo publicado volume “Sob o sol” (1986). Em 2004, Lins assinou o roteiro do filme Quase dois irmãos, dirigido por Lúcia Murat, que aborda o surgimento de poderosas organizações criminosas atuantes no Rio de Janeiro. e escreveu o roteiro do filme “Faroeste caboclo”, de René Sampaio, e da série de TV “Subúrbia”, de Luiz Fernando Carvalho. Publicou também o romance “Desde que o samba é samba”. Em 2017, foi o patrono da FlinkSampa.

TOM FARIAS

O escritor, crítico literário e roteirista carioca Tom Farias é autor de diversos livros, e especializou em escrever biografias de autores afro-brasileiros, como Cruz e Sousa, José do Patrocínio, João Cândido, entre outros. Sua obra mais recente é “Carolina, uma biografia”, sobre a vida e a obra da escritora mineira Carolina Maria de Jesus. Romancista e ensaísta, já escreveu para inúmero órgãos. Atualmente é colaborador do jornal O Globo, entre outros. Finalista do Prêmio Jabuti, em 2009, já ganhou prêmios da Academia Brasileira de Letras e a medalha de honra ao mérito do Governo do Estado de Santa Catarina.

VERALINDA MENEZES

Auditora, compositora, cantora, escritora, atriz e ativista social. A gaúcha Veralinda Menezes é formada em Ciências Contábeis pela PUC/RS. Trabalhou por mais de 30 anos como auditora-fiscal até enveredar, há 12, pelo caminho da literatura, do teatro e da música, buscando provocar reflexões e promover transformações sociais a partir do universo infantil. É a idealizadora da Príncipes Negros Cultural, produtora hoje tocada pelos seus filhos artistas Drayson Menezzes e Sol Menezzes, também integrantes do Coletivo Preto, que revoluciona a cena artística carioca. É autora do livro “Princesa Violeta”, inspirada em sua filha, a atriz Sheron Menezzes e em 2009 lançou o primeiro anjo negro da literatura brasileira em “Lilindda, minha amiga Rosinha”, inspirado na filha Sol Menezzes.

ANTÓNIO QUINO

Escritor e romancista angolano ligado à União dos Escritores Angolanos (UEA), António Quino é autor de a “República do Vírus” que, segundo a crítica tem um “estilo satírico, irônico, não raras vezes a raiar mordacidade”.

Nascido em Luanda em 1971, licenciado em Ciências da Educação e com mestrado em Ensino de Literaturas em Língua Portuguesa, António Quino foi co-fundador da Brigada Jovem de Literatura do Namibe. Colaborador regular do Jornal de AngolaO País e O Chá, é docente universitário e membro do Colégio de Estudos Literários do Instituto Superior de Ciências da Educação de Luanda. Atualmente exerce as funções de diretor provincial da Educação Ciência e Tecnologia do Bengo. Publicou “Conversas de Homens” em 2010, e o estudo “Duas faces da esperança: Agostinho Neto e Antônio Nobre”, editado em 2014.

DAVID CAPELENGUELA

O livro mais recente do jornalista, escritor e poeta angolano David Capelenguela é “Ego de fogo”, que faz uma exaltação às mulheres de todo o mundo, especialmente as angolanas. Para Capelenguela, “Ego do Fogo’ é uma tentativa de descrever o valor e a dimensão social da mulher, que é uma flor e merece ser bem tratada. Para a escritora Marta Santos, David Capelenguela é um contador e cantador de canções populares. “Como ninguém, Capelenguela canta o ego da mulher com um fogo tão grande que seduz a todos.” David Capelenguela publicou os livros “Gravuras d’Outro Sentido”, “Vozes Ambíguas”, “Tipo-Grafia Lavrada”, “Véu do Vento”, “Acordanua” e “Verso Vegetal”. Licenciado em Direito, pela Universidade Agostinho Neto, em Luanda. Está ligado a Rádio Lunda Sul e colabora com o Jornal de Angola e na Angop.