Sérgio Vaz, criador e coordenador do Sarau Cooperifa, participa dia 16 de novembro,

A FlinkSampa valoriza e respeita o legado dos autores que atuam nas periferias, mas escrevem de forma universal e atemporal e, por isso, ela também estará representada neste festival através de nomes como o do poeta e ativista social Sérgio Vaz.

Criador e coordenador do Sarau Cooperifa, que ocorre há 16 anos na periferia da zona sul paulistana e que continua atraindo admiradores, Vaz participará do debate

“ Visceralidade na literatura periférica”, que ocorrerá no dia 16 de novembro e contará com mediação do escritor Marcelino Freire.

A literatura feita na periferia paulistana que consagrou nomes como o do escritor Ferrez, natural do Capão Redondo, vem ganhando cada vez mais força.

Mas, para entender a origem do enorme potencial literário existente nas margens das grandes cidades, devemos começar nos perguntando: o que vem de fora para dentro e possui um revolucionário poder de transformação social?

Desde sempre, desde Machado de Assis, passando por Carolina de Jesus e chegando aos dias atuais com Paulo Lins (entre muitos outros), a resposta será: a literatura.

E, para entendermos profundamente a origem do imenso poder transformador que existe nas escritas dos excluídos, precisamos entender o seguinte: ninguém mora somente no país ou no estado e sim, nas cidades.

E nas cidades, o desejo de transformação que impulsiona mudanças sociais, está e sempre esteve nas periferias.

É ali que nascem os movimentos, é ali que o conhecimento das ruas se transforma em cultura. Em um tipo de cultura que vale pela intensidade e capacidade de modificar a realidade.

Indo mais fundo, pensemos: como seria a música sem a genialidade de Cartola? Ou as artes plásticas sem a sensibilidade de um Jean-Michel Basquiat? E o futebol sem o talento de um Garrincha ?

Gênios assim, nascidos nas periferias urbanas, são representantes de um ‘povo’ que não precisa que espaços sejam abertos para eles, pois eles abrem seus próprios espaços