‘Canta, canta minha gente… ’ porque Martinho da Vila também estará na FlinkSampa 2017

O sambista, cantor, compositor Martinho da Vila, também escritor e membro da Academia Carioca de Letras, participará do debate “Depois que o samba é samba’ que ocorrerá no dia 18 de novembro durante a FlinkSampa. Martinho foi o patrono da FlinkSampa 2015.

E ninguém melhor do que este grande compositor e cantor brasileiro para participar de uma mesa que se disponha a debater o samba, afinal, Martinho da Vila está na linha de frente deste gênero musical desde o final da década de 1960.

Filho de lavradores, Martinho nasceu na cidade de Duas Barras, interior do Rio de Janeiro, em 1938, mas migrou para a capital aos quatro anos.

Sua primeira incursão artística aconteceu durante o III Festival da Record, em 1967. Naquela ocasião ele apresentou a música ‘Menina Moça’.

Já no ano seguinte, na quarta edição deste mesmo festival, ele lançaria a clássica ‘Casa de Bamba’ que seria o primeiro sucesso de sua longa carreira.

A partir daí, ele se tornaria um artista respeitado e ganharia vários prêmios que atestariam a qualidade de sua obra. Martinho também é um dos maiores vendedores de disco no Brasil.

No entanto, Martinho não é conhecido somente como sambista, pois a qualidade de suas composições o coloca no patamar de legítimo representante do que há de melhor na música popular brasileira de ontem e hoje. Muitas de suas músicas foram gravadas por cantores e cantoras de diversos estilos.

Vale ressaltar que, além de compositor e cantor, Martinho da Vila também é autor 15 livros, entre os quais citamos Os Lusófonos; Joana e Joanes- Um Romance Fluminense e Ópera Negra. Ele também é ativista cultural e responsável pelo O Canto Livre de Angola, projeto cultural que, em 1982, trouxe para o Brasil os primeiros artistas africanos.

Por atuar como incentivador das relações linguísticas da língua portuguesa e divulgador da lusofonia, ele possui o título de Embaixador Cultural de Angola e Embaixador da Boa Vontade da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa). Martinho também é membro do Pen Clube e da Divine Académie Française des Arts, Letres e Culture .

No Brasil ele foi agraciado com o Troféu Raça Negra, a Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura e, por meio dela, recebeu as comendas mineiras Tiradentes e JK. Martinho da Vila também é responsável pelo Instituto Cultural que leva seu nome e é uma entidade sem fins lucrativos que se localiza na Fazenda Cedro Grande. O objetivo desta entidade é “valorizar e fortalecer a rica cultura popular da região”.

Conhecer a trajetória de Martinho da Vila é acreditar que quando ele diz em uma de suas músicas mais famosas “Canta, canta minha gente, deixa a tristeza pra lá que a vida vai melhorar” trata-se da mais pura verdade.

Uma ode ao samba e à esperança: assim é a vida de Martinho da Vila!