Mostra de Cinema “Realizadoras”

Dentro da programação da FlinkSampa 2017, será realizada uma mostra de cinema, com exibição de curta metragem e documentários realizados por cineastas negras.

Com curadoria da atriz Maria Gal, temas como empoderamento feminino, racismo e mortalidade de jovens negros fazem parte da mostra da programação da FlinkSampa

FILMES e HORÁRIOS

Dia 17 de novembro

 

14:00 – DO QUE APRENDI COM MINHAS MAIS VELHAS

Duração: 26min

Dirigido e produzido por ONIJASÉ e SUSAN KALIK

Sinopse: Do que aprendi com minhas mais velhas é um documentário sobre a fé no Candomblé e como essa fé é transmitida de geração em geração. Um filme onde Egbomis, Nenguas e Yalorixás contam como aprenderam com seus mais velhos e como ensinam seus mais jovens. Um filme sobre tradição, amor e religiosidade.

 

14:40 – MUMBI

Duração: 7’ 33 de Viviane Ferreira

Ficção

Sinopse: “Mumbi7Cenas Pós Burkina” mostra a angustia de Mumbi, uma jovem cineasta, que após participar de um dos maiores festivais de cinema do mundo, se vê enclausurada em seu interior sem saber qual será sua próxima obra. A partir do diálogo entre seu pensamento e suas lembranças de obras marcantes do cinema brasileiro, Mumbi se liberta.

 

14:50 – O DIA DE JERUSA

De Viviane Ferreira

Ficção

Duração: 20’48

Sinopse: Bixiga, coração de São Paulo. Em um dia especial, Jerusa, moradora de um sobrado envelhecido pelo tempo, recebe Silvia, uma pesquisadora de opinião que circula pelo bairro convencendo pessoas à responderem questionários para uma pesquisa de sabão em pó. No momento em que conhece Silvia, Jerusa a proporciona uma tarde inusitada repleta de memórias, convidando-a à compartilhar momentos de felicidade com uma “desconhecida”.

 

15:20 – RAINHA

De Sabrina Fidalgo

Duração: 30

Sinopse: Rita finalmente realiza o sonho de se tornar a rainha de bateira da escola de samba de sua comunidade; porém ela terá que lutar contra forças obscuras, internas e externas.

 

16:00 – O CASO DO HOMEM ERRADO

De Camila de Moraes

Duração: 77’ DOC

Sinopse: Na metade de 2016, o relatório da CPI Senado sobre o Assassinato de Jovens no Brasil apresentou um número alarmante: todo ano, 23.100 jovens negros de 15 a 29 anos são assassinados. Fazendo a matemática desse contingente (que contabiliza os ditos pretos e pardos) são 63 morte por dia, uma a cada 23 minutos. Assim que o relatório foi lançado, muito se questionou sobre a precisão e autenticidade do levantamento. Há quanto tempo isso acontece, sem que ninguém interfira? Dizer que 77% das mortes diárias no país são de jovens negros é muito importante sim. Inclusive, é fundamental para que esse quadro pare de se repetir. Em 14 de maio de 1987 esse mesmo episódio aconteceu. Júlio César de Melo Pinto (1957-1987) foi morto por ser negro, por se enquadrar no perfil que a sociedade considera perigoso, suspeito, violento. E isso aconteceu em Porto Alegre, cidade negra que já teve o segundo maior Carnaval do Brasil, cidade que tem a segunda maior concentração de religiões de matriz africana no país, cidade que deu início ao 20 de novembro.

 

17:20 às 18:00 – DEBATE

No debate estarão: Camila de Moraes, Sabrina Fidalgo e como mediadora Viviane Ferreira ou Lilian Solá Santiago

 

Dia 18 de novembro

 

14:00 – Filmes do Empoderadas

De Renata Martins

Duração: 20 min

Sinopse: ‘Empoderadas’ nasceu como um projeto de websérie que tem por objetivo ampliar a representação e representatividade de mulheres negras, tanto diante, quanto por trás das câmera, em todas as etapas de produção. Porém, ao longo de nove meses de existência, devido a sua repercussão, tem se tornado um projeto educomunicativo de formação audiovisual e referência em questões de gênero com recorte étnico.

 

14:30 – UM FILME DE DANÇA

De Carmen Luz

Gênero: Documentário

Duração: 90min

Sinopse: “E os negros? Onde estão os negros? – Eis a pergunta que os brasileiros deveriam se fazer uns aos outros –“. A pergunta de Jean-Paul Sarte e a constatação de Nelson Rodrigues nos anos 60 do século passado ainda ressoa neste Brasil do século XXI. O eco desta pergunta na dança cênica brasileira, foi o ponto de partida para a realização de UM FILME DE DANÇA. Mesclando performances de dança e entrevistas realizadas em Salvador, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Nova York, o filme nos mostra a trajetória, o pensamento, o belo e contundente trabalho de alguns dos mais atuantes criadores e criadoras negras e negros de dança de diferentes gerações. Por sua abrangência o filme é um documentário pioneiro na História da Dança brasileira, uma homenagem à perseverança de bailarinas e bailarinos, coreógrafos e coreógrafas. Um tributo ao corpo negro, dono de sua própria dança.

 

16:10 – VAMOS FAZER UM BRINDE

De Sabrina Rosa

Ficção Duração: 68’

Sinopse: Numa noite de réveillon, amigos se reencontram para brindar suas histórias. Susana curte a gravidez, mas está insegura com a relação, Dinho protege sua melhor amiga, Heloísa, ainda às turras com o namorado, Sara tenta curar as dores do rompimento com Laura e Vera está apaixonada e tenta se mostrar adulta para sua mãe, dona Irene.

 

17:30 – Balé de pé no chão

De Lilian Solá Santiago e Marianna Monteiro

Duração: 17’

Sinopse: Versão resumida do documentário “Balé de Pé no chão – a dança afro de Mercedes Baptista” das mesmas autoras, exibido em diversos festivais e TVs, ganhador de diversos prêmios, entre eles, o Prèmio Manuel Diegues Júnior (Melhor Roteiro e Pesquisa) – Ministério da Cultura – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), na 11ª Mostra Internacional do Filme Etnográfico (2006 e.Prêmio: Melhor Documentário no I Hollywood Brazilian Film Festival (HBRFEST), Los Angeles, USA (2009).

– 21è FESPACO – Burkina Faso, Oudgadougou (2009)

– I Encontro de Cinema Negro Brasil/ África – RJ (2007)

– Percepções – II Festival de Cinema e Vídeo de Muriaé – MG (2007)

– Finalista Festival de Vídeo SESC São Carlos – SP (2006)

– IV Curta Santos – SP – seleção oficial (2006)

– Prêmio Palmares de Comunicação – Ministério da Cultura / Fundação Cultural Palmares (2005)